terça-feira, setembro 8, 2026
vilamorena.online
  • Login
  • Home
  • Cotidiano
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Cotidiano
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Cotidiano

Atores de teatro independente driblam falta de incentivo fiscal colocam o talento acima de tudo

Helio Tinoco Autoria Helio Tinoco
28/08/2026
Em Cotidiano, O Lado G
0
Atores de teatro independente driblam falta de incentivo fiscal colocam o talento acima de tudo
74
Compartilhamentos
1.2k
Visualizações
Share on FacebookShare on Twitter

Uma companhia de teatro de Campo Grande, formada por jovens atores apaixonados pela arte de representar, reflete o amor à cena e o desejo de levar cultura à população. Em meio às dificuldades de montar um espetáculo sem incentivo de leis de fomento, eles encontraram no trabalho coletivo a força para resistir e seguir criando.

Você também poderá gostar:

Lideranças LGBTI+ comemoram conquistas da comunidade ao longo da caminhada e mantêm alerta a busca por direitos

A existência que se divide entre a luta e o luto: o armário não acolhe e pode levar à morte

Movimento red pill esbanja covardia, insegurança e fragilidade, por isso mata

Para revelar o significado dessa dedicação, no dia 26 de julho, às 18h30, o grupo sobe ao palco do Teatro Aracy Balabanian, localizado na Rua 26 de Agosto, 453, no Centro de Campo Grande, para apresentar a peça “O Baile de 1976”.

São 15 atores que se revezam nas funções de produção, direção, figurino e cenários, num verdadeiro mutirão movido pela paixão de representar.

Entre eles está Felipe Vieira, coreógrafo de cena do espetáculo, que divide os bastidores com a atriz Ana Carolina — também integrante do elenco e responsável pela produção e direção da montagem.

Em conversa com a reportagem do Vila Morena Notícias, Felipe Vieira detalhou todo o processo de escolha do texto, os desafios da montagem e a importância do incentivo à arte cênica.

Vila Morena – Como foi reunir o elenco e decidir pelo texto? 

Felipe Vieira: A ideia de “O Baile 1976” surgiu do desejo de revisitar um clássico do terror sob uma nova perspectiva. Inspirado no universo de Carrie, quisemos criar um espetáculo que fosse além da referência e tivesse uma identidade própria, trazendo uma narrativa intensa, atual e capaz de provocar diferentes emoções no público. A formação do elenco aconteceu de forma muito especial. Reunimos pessoas com diferentes experiências, mas que tinham algo em comum: a vontade de fazer teatro com dedicação e verdade. Durante os ensaios, o grupo foi criando uma conexão muito forte, e isso acabou se refletindo na construção dos personagens e na força da história. Hoje, posso dizer que “O Baile 1976” é resultado de um trabalho coletivo, em que cada integrante deixou sua marca e contribuiu para transformar o espetáculo no que ele é.    

Vila Morena – Vocês recebem incentivo das Leis Rouanet, Aldir Blanc, Paulo Gustavo ou de outro fundo?  

Felipe — Não. “O Baile 1976” é uma produção independente, realizada sem recursos de leis de incentivo ou editais públicos. Todo o espetáculo vem sendo construído com muito esforço, investimento da própria equipe, apoio de parceiros e colaboração de pessoas que acreditam no projeto. Isso torna cada conquista ainda mais significativa e reforça a importância de o público prestigiar produções independentes. 

Vila Morena – Fazer arte em Campo Grande é complicado? O que dificulta esse ofício? 

Felipe — Fazer arte em Campo Grande ainda é um grande desafio. Existem muitos artistas talentosos, mas nem sempre há recursos, espaços ou incentivo suficientes para que esses projetos cresçam. Produzir um espetáculo exige investimento, tempo, dedicação e uma equipe comprometida. Além disso, conquistar público e manter produções independentes vivas é uma batalha constante. Mesmo assim, é justamente essa paixão pela arte que faz os artistas continuarem criando e fortalecendo a cena cultural da cidade.  

Vila Morena – Fale um pouco do espetáculo. 

Felipe — “O Baile 1976” é um suspense dramático inspirado no universo de Carrie. A história acompanha uma noite de baile que, à primeira vista, parece perfeita, mas que aos poucos revela conflitos, segredos, bullying, relações de poder e as consequências da crueldade humana. O espetáculo mistura tensão, emoção e momentos de grande impacto visual, levando o público a refletir sobre preconceito, exclusão e até onde nossas atitudes podem chegar.  

Vila Morena – Vai ter temporada da peça ou é apresentação única? 

Felipe: — Neste primeiro momento, o espetáculo terá uma apresentação especial. No entanto, existe o desejo de realizar novas sessões e, quem sabe, uma temporada futuramente, dependendo da recepção do público e das oportunidades que surgirem. A expectativa é que “O Baile 1976” possa alcançar cada vez mais pessoas. Será uma noite preparada com muito carinho para proporcionar ao público uma experiência intensa, emocionante e inesquecível. 

Vila Morena – Campo Grande tem um movimento cultural atuante? Como é a força da arte na cidade? 

Felipe — Sem dúvida. Campo Grande possui artistas extremamente talentosos nas mais diversas áreas: teatro, dança, música, artes visuais e audiovisual. O movimento cultural é muito vivo e existe uma grande vontade de produzir, inovar e ocupar espaços. O que muitas vezes falta são mais oportunidades, investimentos e valorização. Ainda assim, a arte resiste graças à dedicação de coletivos, produtores, professores e artistas independentes que continuam acreditando no poder da cultura para transformar pessoas e fortalecer a identidade da nossa cidade. 

Vila Morena – Qual a importância da imprensa para a arte de Campo Grande, como a do espetáculo, para a sociedade? 

Felipe — É muito importante que a imprensa abra espaço para as produções culturais locais, pois isso fortalece toda a cena artística de Campo Grande. Esperamos que o público prestigie “O Baile 1976” e viva essa experiência conosco. “O Baile 1976” é um projeto/peça teatral criado por três estudantes e amantes da arte e do teatro. O projeto tem a finalidade de proporcionar experiências como ator, palco e arte em geral, com a intenção de ter mais horas de palco para que assim consigamos horas para adquirirmos o DRT. A peça é uma releitura do filme Carrie, de Stephen King, com uma história eletrizante, aterrorizante e com muita crítica social. O corpo da peça é formado por pessoas LGBT (a maioria) e, com isso, vamos trazer muita visibilidade para nós, artistas. 

Serviço – “O Baile de 1976”
Data: 26 de julho (domingo)
Horário: 19h
Local: Teatro Aracy Balabanian – Rua 26 de Agosto, 453 – Centro, Campo Grande – MS
Duração: 1h20
Classificação indicativa: Recomendado para maiores de 16 anos
Elenco
Kiora Schwebba, Ana Carolina Santos, Felipe Vieira, Karol Milk, Eloá Nowak, Jean Bastos, Rafaele Lucena, Carol Okama, Samara Escobar, André Castro, Henrique Teixeira, Fernanda Galindo, Louie Marques, Luiz Fiore e Nicolas Capelari.

Ficha Técnica

Som: Matheus Amado
Direção: Felipe Vieira
Roteiro adaptado: Regina Monique

Produção: Ana Carolina Santos, Karol Milk, André Castro e Paula Marques

Direção de arte: Ana Carolina Santos

Luz: Stepheen Abrego

🎟️ Ingressos:

  • Inteira: R$ 30,00
  • Meia-entrada solidária: R$ 15,00 (disponível para todos mediante a doação de 1 agasalho ou 1 kg de alimento não perecível).
Tags: Lado GTeatro
Compartilhar30Tweet19
Helio Tinoco

Helio Tinoco

Recomendamos também:

Lideranças LGBTI+ comemoram conquistas da comunidade ao longo da caminhada e mantêm alerta a busca por direitos

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0
Lideranças LGBTI+ comemoram conquistas da comunidade ao longo da caminhada e mantêm alerta a busca por direitos

A parada LGBTI+ de São Paulo completa 30 anos em 2026, sendo a caminhada mais importante para o movimento, embora a do Rio de Janeiro seja a mais...

Leia mais

A existência que se divide entre a luta e o luto: o armário não acolhe e pode levar à morte

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0
A existência que se divide entre a luta e o luto: o armário não acolhe e pode levar à morte

Escrevo este texto inspirado e embalado pela música “Balada de Gisberta”, interpretada por Maria Bethânia e Liniker: “E a distância até o fundo é tão pequena...”   Junho...

Leia mais

Movimento red pill esbanja covardia, insegurança e fragilidade, por isso mata

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0
Movimento red pill esbanja covardia, insegurança e fragilidade, por isso mata

Que o mundo está se transformando na velocidade do mundo digital e, com essa condição, se revelando a cada instante mais estranho e preocupante, traz a reboque a...

Leia mais

Entre temperos e desafios: as mulheres chefes driblam o machismo na gastronomia

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0

Kalymaracaya Mendes Nogueira, natural da Aldeia Bananal - MS O ano é 2026, e a frase “piloto de fogão” ainda é utilizada como forma de discriminar mulheres de...

Leia mais

Febre boêmia agita o centro de Campo Grande  em 24 horas de resistência

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0

A mais nova febre da cultura alternativa e boêmia de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, a Rua 14 de Julho, no centro da cidade, será...

Leia mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

“Assumido” um termo que pode expressar condenação

“Assumido” um termo que pode expressar condenação

agosto 28, 2026
A desvalorização do trabalho feminino em um estado de pleno emprego

A desvalorização do trabalho feminino em um estado de pleno emprego

agosto 20, 2026
Trabalhadoras do sexo: a prostituição num manual de sífilis do século XIX

Trabalhadoras do sexo: a prostituição num manual de sífilis do século XIX

agosto 22, 2026

Categorias

  • Brasil
  • Cotidiano
  • Cultura
  • Economia
  • Fale Conosco
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
vilamorena.online

Vila Morena é um veículo de comunicação independente fundado por jornalistas.

Categorias

  • Brasil
  • Cotidiano
  • Cultura
  • Economia
  • Fale Conosco
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião

Tags

Brasil Soberano Brics Carnaval 2026 celular na escola Coluna Lado G comunidade LGBTQIA+ Defasagem IR Dia Internacional da Mulher diplomacia brasileira Direitos da Mulher Direitos humanos Diversidade ECA educação Estado Laico estilista Campo Grande Faixa de Gaza Flotilha da Liberdade Fome em Gaza Genocídio em Gaza Genocídio Palestino Global Sumud Flotilla Greta Thunberg História dos Direitos da Mulher Horto Florestal Campo Grande Intolerância Religiosa Isenção IR Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro condenado LGBTQIA+ Luta Feminina metanol mortes por metanol Orientação Sexual Preta Gil Profissionais da Fé Regulação Internet Regulação Redes Resiliência feminina sanções econômicas Tarifaço Taxas EUA ao Brasil Trama Golpista Violência contra a Mulher álcool e metanol

© 2026 – Vila Morena – Todos os direitos reservados – Produção: Engenho Conteúdo

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Cotidiano
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco

© 2026 – Vila Morena – Todos os direitos reservados – Produção: Engenho Conteúdo

Welcome Back!

Login to your account below

Esqueceu sua senha?

Recupere sua senha

Insira os detalhes para redefinir a senha

Log In
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?