terça-feira, setembro 8, 2026
vilamorena.online
  • Login
  • Home
  • Cotidiano
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Cotidiano
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Brasil

Alô, alô marciano – Aventuras de um alienígena perdido no espaço feminino

jgomeia@gmail.com Autoria jgomeia@gmail.com
20/08/2026
Em Brasil, Cotidiano, Mundo
0
Alô, alô marciano – Aventuras de um alienígena perdido no espaço feminino
74
Compartilhamentos
1.2k
Visualizações
Share on FacebookShare on Twitter

O lugar de fala evidentemente não é meu. Mas fui convidado por amigos a ocupar esse espaço temporariamente e não costumo dizer não para a amizade. Então escolhi a postura inca-venusiana. Porque um homem falar sobre os direitos da mulher é a mesma coisa que um alienígena discursar sobre direitos humanos. O que, de um estranho ponto de vista, pode ser bom.

Você também poderá gostar:

Atores de teatro independente driblam falta de incentivo fiscal colocam o talento acima de tudo

Lideranças LGBTI+ comemoram conquistas da comunidade ao longo da caminhada e mantêm alerta a busca por direitos

A existência que se divide entre a luta e o luto: o armário não acolhe e pode levar à morte

À distância, obviedades surgem mais óbvias, e absurdos ganham mais tempero de nonsense. Porque os direitos da mulher são (ou deveriam ser) simplesmente os direitos humanos, aqueles consagrados pelo tempo e pelas organizações mundiais – e negados sistematicamente aos grupos sociais alijados do poder. Em especial a metade da população mundial que não possui um pênis.

Então digamos que nosso serzinho verde com antenas receba uma cartilha, daquelas bem básicas, com uma listinha de Direitos Humanos: Direito à vida, à integridade física e à segurança pessoal. Direito à igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres. Direito à dignidade. Direito à liberdade de expressão.

Educação, saúde, liberdade, respeito, tudo incluído no pacote. Ariel (isso, nosso alienígena cansou de ser mais um na multidão e ganhou nome ambivalente, que serve tanto para sereia quanto para craque argentino) dá uma olhada naquilo e pensa: “Bom, apesar de tudo ser meio óbvio demais, são boas ideias”.

Pois é, Arielzinho (pronto, já pegamos intimidade…). Só que não funciona. E é ao mesmo tempo muito fácil e muito difícil explicar os motivos. Primeiro, bem lá atrás, os homens eram quase macacos e, como os machos de praticamente todas as espécies, mais fortes fisicamente que as fêmeas.

Por isso, saiam para caçar enquanto elas ficavam nas cavernas e, com isso, foram acumulando direitos e poderes, como arrastar suas companheiras pelos cabelos e mandar naquela bagunça toda. “Mas isso era bem primitivo, com o tempo melhorou, não?” Não, Ariel. Piorou. Desceu a níveis tão absurdamente desumanos que só não são esquecidos porque coisas assim, barbaridades dessa lavra, são combustível para a revolta e a necessária revolução.

Através dos séculos e sob formas cada vez mais violentas e absurdas, o arrastar pelos cabelos se transformou em prisão, fogueiras, acusações de bruxaria e histerismo, violência mental, sexual e doméstica (que inclui as duas anteriores, invariavelmente), violência nos ambientes de trabalho, cassação de liberdades, injustiça salarial, invisibilidade política. Praticamente uma tentativa (por vezes perto de ser bem-sucedida) de uma singular espécie de genocídio. De gênero. “Mas não deu certo, não é mesmo?” Não, apesar de ter deixado uma lista sem fim de vítimas e mártires ao longo dos séculos, não deu certo. O motivo: a “fêmea da espécie, além das potencialidades que todo ser humano deveria ter (alguns parecem carecer de algumas), tem a capacidade vital como sua força, senão exclusiva, extremamente.

Não apenas a óbvia, de gerar e carregar sucessores. Mas uma outra força inusitada que provavelmente vem de algo como a igualmente estranha mania de ter fé na vida. “Você sabe que, na verdade, não explicou nada, não é mesmo?” Sei, Ariel. Porque para mim é tão difícil quanto para você entender como elas resistiram e resistem, viram a cada dia (ou século) uma ou duas peças do jogo e continuam avançando, com ou sem medo, mas sem se render nunca e retroceder jamais.

Assim como você, Ariel, sou de outro planeta. Elas apenas me permitem vagar por aqui, apesar de tudo de errado que fiz (ou meus “iguais” fizeram) com ou contra elas. Apesar de ainda relativamente poucos portadores de pênis perceberem o tamanho desse privilégio, dessa concessão, dessa caridade, dessa bênção (se você for religioso, mas isso é igualmente complicado de explicar). Apesar…

Você pode voltar para sua casa e continuar tentando entender o universo. Vou ficar aqui, enquanto elas permitirem (se permitirem), me esforçando para coabitar com os “iguais” que não são meu espelho. Só porque isso inclui conviver com as “diferentes” que são o sabor e o sentido da vida nesse planeta. Tentando entender. E ser digno delas.

Boa viagem. Para nós.

João Carlos Pedroso é jornalista carioca com mais de 35 anos de atividade e passagens por veículos como O Globo,  Jornal do Brasil e O Dia, entre outros.

Tags: Dia Internacional da MulherResiliência feminina
Compartilhar30Tweet19
jgomeia@gmail.com

jgomeia@gmail.com

Recomendamos também:

Atores de teatro independente driblam falta de incentivo fiscal colocam o talento acima de tudo

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0
Atores de teatro independente driblam falta de incentivo fiscal colocam o talento acima de tudo

Uma companhia de teatro de Campo Grande, formada por jovens atores apaixonados pela arte de representar, reflete o amor à cena e o desejo de levar cultura à...

Leia mais

Lideranças LGBTI+ comemoram conquistas da comunidade ao longo da caminhada e mantêm alerta a busca por direitos

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0
Lideranças LGBTI+ comemoram conquistas da comunidade ao longo da caminhada e mantêm alerta a busca por direitos

A parada LGBTI+ de São Paulo completa 30 anos em 2026, sendo a caminhada mais importante para o movimento, embora a do Rio de Janeiro seja a mais...

Leia mais

A existência que se divide entre a luta e o luto: o armário não acolhe e pode levar à morte

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0
A existência que se divide entre a luta e o luto: o armário não acolhe e pode levar à morte

Escrevo este texto inspirado e embalado pela música “Balada de Gisberta”, interpretada por Maria Bethânia e Liniker: “E a distância até o fundo é tão pequena...”   Junho...

Leia mais

Movimento red pill esbanja covardia, insegurança e fragilidade, por isso mata

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0
Movimento red pill esbanja covardia, insegurança e fragilidade, por isso mata

Que o mundo está se transformando na velocidade do mundo digital e, com essa condição, se revelando a cada instante mais estranho e preocupante, traz a reboque a...

Leia mais

Entre temperos e desafios: as mulheres chefes driblam o machismo na gastronomia

Autoria Helio Tinoco
agosto 28, 2026
0

Kalymaracaya Mendes Nogueira, natural da Aldeia Bananal - MS O ano é 2026, e a frase “piloto de fogão” ainda é utilizada como forma de discriminar mulheres de...

Leia mais
Próximo post
Passados mais de 100 anos,  persiste opressão à mulher

Passados mais de 100 anos,  persiste opressão à mulher

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

ONU vê retrocesso nos direitos da mulher em 1/4 dos países membros

agosto 20, 2026
O sim num “altar” e o não ao social na ascensão do casamento homoafetivo 

O sim num “altar” e o não ao social na ascensão do casamento homoafetivo 

agosto 22, 2026
Startups se preparam para COP30 com inovações e sustentabilidade

Startups se preparam para COP30 com inovações e sustentabilidade

agosto 22, 2026

Categorias

  • Brasil
  • Cotidiano
  • Cultura
  • Economia
  • Fale Conosco
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
vilamorena.online

Vila Morena é um veículo de comunicação independente fundado por jornalistas.

Categorias

  • Brasil
  • Cotidiano
  • Cultura
  • Economia
  • Fale Conosco
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião

Tags

Brasil Soberano Brics Carnaval 2026 celular na escola Coluna Lado G comunidade LGBTQIA+ Defasagem IR Dia Internacional da Mulher diplomacia brasileira Direitos da Mulher Direitos humanos Diversidade ECA educação Estado Laico estilista Campo Grande Faixa de Gaza Flotilha da Liberdade Fome em Gaza Genocídio em Gaza Genocídio Palestino Global Sumud Flotilla Greta Thunberg História dos Direitos da Mulher Horto Florestal Campo Grande Intolerância Religiosa Isenção IR Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro condenado LGBTQIA+ Luta Feminina metanol mortes por metanol Orientação Sexual Preta Gil Profissionais da Fé Regulação Internet Regulação Redes Resiliência feminina sanções econômicas Tarifaço Taxas EUA ao Brasil Trama Golpista Violência contra a Mulher álcool e metanol

© 2026 – Vila Morena – Todos os direitos reservados – Produção: Engenho Conteúdo

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Cotidiano
  • Brasil
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • O Lado G
  • Opinião
  • Fale Conosco

© 2026 – Vila Morena – Todos os direitos reservados – Produção: Engenho Conteúdo

Welcome Back!

Login to your account below

Esqueceu sua senha?

Recupere sua senha

Insira os detalhes para redefinir a senha

Log In
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?